
Quem já foi num encontro gastronômico na oficina de gastronomia do Mário Lo Sardo sabe muito bem: naquela cobertura a cozinha tem alma!
Mário é daqueles chefs competentes e generosos. Ensina todos os segredos, fala dos pratos com amor e esbanja criatividade.
Interessante quando convida pessoas de diversas áreas da enogastronomia e promove um intercâmbio sem igual.
Na semana que passou, Mário preparou um prato com mariscos, outro com beringela e queijo coalho, uma receita incrível com queijo de cabra e uva Itália, barquetes com guacamole e ostra defumada e um macarrão de palmito pupunha ao pesto que deixou todos encantados.
Fornecedores levam seus produtos, produtores e importadores levam seus vinhos, companheiros de panela levam invenções e Mário mostra sua arte e um pouco da alma da cozinha. Quem quiser ajuda no preparo, quem quiser prepara algo sozinho, pode!
Difícil é sair de lá indiferente. Sair sem uma boa dose de encantamento.
Sem dúvida um lugar e um chef especial!
Nesta noite provei o Terragnolo levado pelo Márcio Marson e provei mais uma vez o Terraza D'Isula, rosé da Córsega, levado pela Andréa do Empório Sorio.
Vinhos que estão nos posts anteriores.
Para quem não conhece o Mário, veja no site: www.oficinadeculinaria.com.br
domingo, 22 de novembro de 2009
A Cozinha do Chef Mario Lo Sardo Tem Alma!
Appellation Vouvray Controlée

Não há uma característica simples para definir os Vouvray. Existem os vinhos de sobremesa, vinhos leves, mais encorpados, secos...
Estão sempre entre os melhores vinhos do Loire.
Os vinhos doces possuem uma cor dourada. São vigorosos, frutados e frescos.
O vinho seco é rico e intenso, assim como o demi-sec.
Existe também os espumantes, chamados mousseux de Vouvray.
São frutados e podem envelhecer bem, o que não é muito comum em vinhos espumantes.
Appellation:
Appellation Vouvray Controlée
Localização:
Margem direita do rio Loire
Villages: Vouvray, Rochecorbon, Vernou sur Brenne, etc
Solo: Argilo-calcário e giz
Superficie: 2,000 ha
Produção:
13 milhões de garrafas
Variedades:
Chenin blanc (chamado Pineau blanc de la Loire)
Tipos de vinho: Branco doce "moelleux"
Branco Seco
Branco demi-sec
Branco Espumante "mousseux"
Guarda: Vinhos doces muuuuiiiitos anos, dizem que mais de um século.
Secos: 5 a 25 anos
Demi-sec: até 5 anos
Mousseux (espumante): 1 a 4 anos
Safras recomendadas: 2005, 2003, 1997, 1995, 1990, 1989
Aromas: marmelo, mel e amêndoa.
Harmoniza com: Frango ao molho branco, Vitela ao molho branco, algumas frutas e os queijos: Cabécou, Camembert, Crottin de Chavignol e Livarot
sábado, 21 de novembro de 2009
Para a Wine Spectator Um Vinho do Oregon É O Vinho do Ano de 2009!
Esta é a garrafa do Cabernet Sauvignon Columbia Valley Reserve, da Columbia Crest Vineyard, do Oregon, Estados Unidos.
Tão raro encontrar vinhos americanos no Brasil!
Tantas importadoras, tantos rótulos e tão poucos vinhos americanos.
Não se pode discutir e nem dar tamanha importância para uma lista de 100 melhores vinhos.
Seja feita por quem for!
A quantidade de rótulos e de vinhos excepcionais não permite isso. Mas claro que é uma publicidade fantástica!
É interessante ver a lista e perceber que um vinho de 27 dólares (preço para o consumidor americano), recebeu 95 pontos da revista e ficou com o primeiro lugar.
Outra coisa que chamou atenção foram os 4 vinhos norte-americanos entre os 10 melhores do mundo. A Itália também teve 4, 3 só da Toscana. França e Espanha tiveram um vinho cada.
É um pouco estranho também não ver o vinho do ano de 2008 na lista dos 100. Será que o Clos Apalta está em decadência total?
Não, não, a lista é assim mesmo!
Como diria aquele personagem da TV: "não precisa explicar, eu só queria entender..."
Quem quiser ver a lista completa veja no site http://top100.winespectator.com/
Appellation Bourgueil Controlée

Em Bourgueil se produz vinhos tintos do Loire. É um vinho muito parecido com os produzidos em Chinon. Os dois terroirs possuem as mesmas características. Talvez alguns vinhos de Bourgueil tenham mais potencial de guarda do que os Chinon, principalmente os chamados "vins de cotes", que são produzidos no sul da Appellation.
Appellation:
Appellation Bourgueil Controlée
Appellation Saint Nicolas de Bourgueil Controlée
Solo: calcário, areia e cascalho
Superfície: 1,200 hectares
Produção: 9 milhões de garrafas
Variedades:
Cabernet Franc (ou Petit Breton)
Tipo de vinho: Tinto Frutado e Rosé seco (menos de 5% da produção)
Guarda:
Bourgueil: 3 a 10 anos
Saint Nicolas de Bourgueil: 2 a 5 anos
Boas safras: 1997 e 2003
Aromas: frutas vermelhas, cassis e pimentão verde
Harmoniza bem com queijos: Port Salut, Reblochon, Saint Nectaire, Valencay e Gouda
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Padre Chiquinho Veio de Lucca, o Vinho Vinha de Montalcino!

No final dos anos 60 Francisco deixou Lucca e veio para o Brasil em missão religiosa. No começo trabalhou na Bahia em uma igreja no centro histórico de Salvador, depois foi para o Rio de Janeiro e por fim em São Paulo.
Não se sabe quando, mas deve ter sido na Bahia, ganhou o apelido de Chiquinho. No inicio o franciscano não gostou, mas acabou acostumando.
Com o passar do tempo e a confiança da cúpula da igreja, Chiquinho acabou como padre de uma igreja num bairro nobre paulistano. Claro que as caixinhas eram volumosas. Os convites para bênçãos e almoços maravilhosos eram rotina e o gosto pela boa mesa trazido da velha bota estava no sangue de Chiquinho.
Um detalhe aguçou a curiosidade de Cristina, que morava em uma casa bem perto da igreja.
Toda segunda-feira uma cominhonete de uma grande importadora deixava uma caixa de vinhos na igreja.
-Não pode ser casamento! Segunda-feira, uma caixa só!
Cristina matou a charada: Chiquinho bebe bons vinhos durante a missa!
Mas curiosidade que é curiosidade não acaba aí.
Qual será o vinho do Padre Chiquinho?
Problema foi esperar uma semana para ver a caixa, quando saiu da caminhonete... Caixa com o nome da importadora.
Cristina resolveu então conversar com o coroinha, pediu uma garrafa vazia.
Lá estava: Brunello di Montalcino Altesino.
Cristina não se conteve, conversou com Chiquinho, teve uma aula sobre vinhos, Chiquinho sabia mais da terra da Toscana que dos mistérios do Céu.
No final disse em tom pausado: "trabalho com o sagrado minha filha, não posso colocar no meu cálice vinho de garrafão. Além disso, passei minha infância colhendo essas uvas, provando este néctar. In Vino Veritas minha filha...
PS: O Brunello di Montalcino é uma das Denominações mais importantes da Italia. O Altesino custa cerca de 200 reais na Mistral.
Na realidade não sei qual vinho os padres bebem, quem souber me avise!
Padre Chiquinho é apenas o personagem de um conto.
Terragnolo Reserva 2007 - Vale dos Vinhedos - Brasil
São apenas 2660 garrafas elaboradas com uma seleção de uvas Merlot. Tem 13,5% de álcool. A fermentação é em cubas de aço inox com revestido com placas de madeira por 8 meses.
O vinho tem cor rubi intenso.
No nariz amora, ameixa preta e especiarias.
Na boca é aveludado, taninos finos, notas minerais e corpo médio.
Boa persistência.
Bom também é o preço: 42 reais no site www.eivin.com.br
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Max Brands Apresentou O Judas e Um Amarone Fantástico!

O lançamento aconteceu no Carlota Studio 768, da competente chef Carla Pernambuco.Terraza D´Isula - Rosé - Corsega

O Terraza D´Isula rosé da Córsega, é uma boa opção para o verão. Um vinho refrescante, de cor rosa com reflexos salmão, bem transparente e aromas de frutas vermelhas maduras. Morango e cereja aparecem no nariz e na boca.
Elaborado com 60% da autóctone (e muito boa) Sciacarellu e 40% Cinsault.
Tem bom equilíbrio e acidez. Não passa por madeira e tem apenas 12% de álcool. Bom para bebericar na beira da piscina.
Importado pelo Emporio Sorio www.emporiosorio.com.br
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Desafio Espumante Moscatel!
Marson Moscatel – maracujá doce e frutas em calda (pêssego) numa paleta olfativa bastante doce e intensa que se repete na boca. Perlage com borbulhas de tamanho médio, baixa persistência e intensidade. Doçura acentuada. Nota média obtida 78,83 pontos.
Perini Moscatel – Notas de frutos brancos bem maduros algo doce mas menos intenso no nariz. Na boca repete essas sensações porém com uma maior acidez que o torna algo mais leve, mesmo que não totalmente balanceado. Correto, perlage de bom tamanho mas algo curta . Obteve a média de 80,83 pontos.
Vallontano Moscatel – Aromas finos de fruta mais fresca e cítrica mostrando algum floral. Na boca mostrou-se mais equilibrado, fino e delicado, com bom frescor e uma perlage de tamanho médio de boa persistência. Obteve a média de 81,50 pontos.
Aurora Moscatel – Floral sutil no nariz como água de rosas e bem fresco. Na boca consegue equilibrar bem os níveis de açúcar com boa acidez que o faz muito prazeroso de tomar, cremoso, boa espuma e uma perlage bem adequada ao perfil, mesmo que não muito longa. Nota média obtida, 82,75 pontos.
Fontanafredda Asti – diferente e, apesar de essa não ser a opinião da maioria da banca, o vinho não me pareceu bem. Faltou tipicidade e acidez, aromas de resina, borracha, com algum floral sutil e, talvez, um toque de mel. Na boca abacaxi maduro, doce com perlage de boa intensidade. Nota média obtida 82,25 pontos.
Amadeu Moscatel – erva cidreira, flor de laranjeira numa paleta olfativa muito agradável. Na boca muita fruta tropical fresca, muito bom equilíbrio, perlage abundante de tamanho e persistência médias, delicado, fino, talvez o mais citrico de todos os rótulos participantes e muito apetecível formando um conjunto bastante harmônico e fácil de gostar. Obteve a média de 84 pontos.
Marco Luigi Moscatel – Aromas delicados e finos, floral lembrando água de rosas e flores brancas. Entrada de boca vibrante e de grande impacto com uma perlage bastante fina de boa intensidade e boa persistência. Espuma adequada formando um delicado colar na taça, cremoso, algo de damasco na boca, muito equilíbrio entre a doçura e acidez que o torna muito agradável de tomar formando um conjunto harmônico com um saboroso final de boca. Não o reconheci, mas foi minha maior pontuação confirmando minha preferência pessoal só que, agora, ás cegas. Média de 86,08 pontos obtidos.
Don Giovanni Moscatel – Paleta olfativa de média intensidade com nuances florais e frutas tropicais com toques de mel. Perlage de média a boa intensidade, borbulhas de tamanho médio e algo curto. Na boca mostra-se discreto, delicado, pêssego em calda, fresco, final de boca com um leve amargor que persiste. Alcançou uma média de 83,50 pontos.
Terranova Moscatel – já se houve melhor na minha taça. No olftato apresentou-se algo vegetal com forte presença de ervas caseiras. Perlage bastante homogênea e de boa persistência, gostoso, fresco, correto com maior concentração de doçura. Ligeiro, sem defeitos mas também sem qualidades que o destaquem. Obteve a média de 79,17 pontos.
Cave Antiga – pêra em calda, maracujá doce com nuances florais de boa presença e intensidade. Boa perlage, borbulhas finas e abundantes com boa persistência. Na boca mostra um conjunto bastante equilibrado, delicado e saboroso fácil de gostar e apetecível. Obteve a nota média de 83,83 pontos.
Garibaldi Moscatel – Muito atrativo ao olfato com bastante frescor e algo de frutas brancas como melão maduro. Ótima espuma formando um colar que permaneceu por bastante tempo, cremoso, fino e delicado com ótima acidez que se contrapõe muito bem ao residual de açucar presente. Perlage abundante e um final de boca longo e muito fresco que convida á próxima taça. Obteve a média de 86,58 pontos.
Valduga Premium Moscatel – um vinho que aguardava com ansiedade pois dizem ser muito agradável e equilibrado. Lamentavelmente se encontrava prejudicado e não obteve nota.
O grande campeão da noite que foi apontado como Melhor Vinho, Melhor Relação Custo x Beneficio e Melhor Compra, levando a tríplice coroa foi o GARIBALDI MOSCATEL.
Abaixo os melhores de cada degustador:
Alexandre Frias – Garibaldi / Fontanafredda / Perini
Eliza Leão – Garibaldi / Aurora / Don Giovanni
Ralph Schaffa – Vallontano / Marco Luigi / Aurora
Álvaro Galvão – Garibaldi / Aurora / Marco Luigi
Fabio Gimenes – Cave Antiga / Marco Luigi / Garibaldi
Beto Duarte – Marco Luigi / Amadeu / Don Giovanni
José Roberto – Garibaldi / Marco Luigi / Cave Antiga
João Filipe – Marco Luigi / Amadeu / Garibaldi.
Appellation Chinon Controlée

Chinon fica ao lado esquerdo do rio Loire, no coração do Vale do Loire. Um dos grandes escritores franceses, François Rabelais, nasceu em Chinon. Escreveu a epopéia heróico-cômica de Gargantua e Pantagruel. Era um grande amante e proprietario de um Domaine na Appellation.
Chinon produz vinhos tintos. A variedade utilizada é a Cabernet Franc, chamada na região de Breton. Os vinhos são bastante parecidos com os produzidos na Appellation Bourgueil, na maioria das vezes apenas um pouco mais leves. São vinhos tintos frescos e leves com aromas de violeta. Um vinho rosé seco e elegante também é produzido na região, mas está cada dia mais raro.
Appellation:
Appellation Chinon Controlée
18 Vilages: Anché, Avoine, Avon-les Roches, Beaumont-en-Véron, Chinon, Cravant-les-Coteaux, Crouzilles, Huismes, l´Ile Bouchard, Ligré, Marçay, Panzoult, Rivière, La Roche Clermault, Saint-Benoit, Savigny-en-Véron, Sazilly, Tavant e Theneuil.
Solo: Calcário, Cascalho.
Superficie: 2000 hectares.
Produção: 6 milhões de garrafas
Variedades: 95% Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon
Aromas: Frutas vermelhas e violeta
Tipo de vinho: Tinto seco e fresco, Rosé seco e frutado e Branco seco.
Guarda: 8 anos
Melhores safras: 2004 e 2005
Harmoniza com: Omelette, presunto, coelho e grelhados, além dos queijos Emmental, Reblochon, Saint Nectaire e Appenzell.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Appellation Puilly Fumé Controlée
Mais uma Appellattion do Loire.
Os vinhos de Pouilly Fumé tem aromas diferentes de outros vinhos brancos: musgo e defumado.
Pouilly é colado em Sancerre, separado unicamente pelo rio.
Appellation Pouilly Fumé Controlée
Vilas produtoras:
Solo:
Calcário e Argilo-calcário
Superfície:
850 ha
Produção:
6 milhões de garrafas (só produzem vinhos brancos)
Pouilly Fumé: Sauvignon Blanc
Pouilly sur Loire: Chasselas
Melhores safras:
2005, 2003
Aromas:
defumado, vegetal e floral (Acácia)
Harmoniza bem com:
Vai bem também com o queijo Crottin de Chavignol, produzido na região.
O Vinho E A Pintura - Anônimo
Este afresco está no Castello del Buon consiglio, em Trento, Itália. Foi pintado no século XV e mostra o trabalho na colheita.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Appellation Sancerre Controlée

Sancerre é um dos mais famosos vinhos brancos da França.
Os vinhos são mais delicados que os produzidos na Appellation vizinha, o Pouilly Fumé. O Sancerre chega a maturidade um pouco mais cedo.
São produzidos em 15 villages. Os melhores saem de Bué e Chavignol.
Appellation:
Appellation Sancerre Controlée
Superficie: 2,200 ha
Produção:
16 milhões de garrafas
Variedade:
Sauvignon Blanc
Guarda: de 1 a 5 anos
Melhores safras: 2003 e 2005
Aromas:
Grape fruit e outros cítricos
Flores brancas
Harmoniza bem com:
Frutos do mar, truta, peixes e com os queijos:
Chabichou du Poitou
Crottin de Chavignol
Pouligny Saint Pierre
Valencay
O Vinho E A Pintura - Jacob Ochtervelt

Jacob Ochtervelt nasceu em Roterdam (Holanda) em 1634 e morreu em Amsterdam em 1682. O titulo deste quadro é "O bebedor e a empregada" é de um colecionador.
domingo, 15 de novembro de 2009
Parker Recebeu Uma Garrafa do Salton Talento!

Recebi um e-mail da assessoria de imprensa do IBRAVIN informando que o crítico mais famoso do mundo recebeu uma garrafa do Salton Talento 2005 e um kit promocional das 38 vinícolas que fazem parte do Wines From Brazil.
A entrega foi feita durante o Wine Future Rioja, em Logroño, Espanha.
Muito boa iniciativa, que deverias ser seguida de outros produtores brasileiros. Parker é criticado muito mais pelo que suas notas causam do que pelo que realmente faz. Analisando seu trabalho, vemos que não há preconceito relacionado com regiões ou países em suas avaliações.
Esperamos que prove e avalie!
Já passou da hora!

